Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
2021, um ano para amar e servir
<<
1/
>>
Imagem

Um novo ano começou e não sabemos como vai ser. Aliás, nunca sabemos, pois não está nas nossas mãos. Do nosso lado está, porém, a capacidade de responder aos desafios e interpelações que nos vão sendo feitas em cada dia. O ano 2020 tinha tudo para ser um ano perfeito; mas o que é isso de ‘ano perfeito’? Fazemos, sempre, muitos votos no início de cada ano, e gostamos que os nossos desejos se concretizem. Quando assim não acontece, rebelamo-nos.

Precisamos aprender a viver com o que nos é dado e, creio que o ano 2020 foi, por isso, uma oportunidade para praticarmos a humildade da aceitação. Gostamos de ser ‘senhores’ de tudo, e ter domínio sobre todas as coisas, mas percebemos, claramente, que não somos donos, somos servos e precisamos de nos fazer mais servos, ainda, uns dos outros. Fazer-se servo não é submeter-se aos caprichos e vontades de alguém, mas colocar-se na posição de quem ama, de quem cuida, de quem vigia, de quem se doa totalmente, não para ser apreciado, mas por amor gratuito e generoso. Se nos fizermos servos uns dos outros, cuidando uns dos outros, não há espaço à soberba de quem se sente mais que os outros ou quer ser mais que os outros, porque todos são servos.

Ao longo do ano 2020 fomos percebendo que, diante das dificuldades que trouxe a pandemia da covid-19, surgiram muito sinais e concretizações dessa atitude de serviço. Foram e são, ainda, muitos os fragilizados que puderam fazer experiência concreta desse serviço. Mas é preciso mais!

A alvorada do 2021 aconteceu com a esperança que nos é trazida pelas vacinas, entretanto descobertas, e que são, já, administradas. Os efeitos, sabe-se que não são imediatos e, por isso, precisamos de continuar a cultivar a paciência e a aceitação por aquilo que não podemos fazer. Até lá, vamos reaprendendo a viver uns com os outros, com apelo à generosidade e criatividade para amar e servir.

Feliz Ano Novo!

 

Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

A OPINIÃO DE
José Luís Nunes Martins
Aquilo que somos depende do que fazemos com o que recebemos. A nossa primeira responsabilidade será...
ver [+]

P. Manuel Barbosa, scj
Dialogar, escutar, discernir: três atitudes a marcar o processo sinodal iniciado em outubro de 2021 com as fases diocesana e nacional.
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
Galeria de Vídeos
Voz da Verdade
EDIÇÕES ANTERIORES