Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
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Um pouco por toda a diocese vão-se procurando iniciar as atividades de um novo ano pastoral. O constrangimento da pandemia que estamos a viver traz limitações, preocupações, angústias, expectativas... Mas, vamos percebendo, sobretudo naqueles que são chamados a servir, uma atitude de esperança. A esperança cristã que precisamos cultivar neste tempo de tribulação. Aquele que acredita não perde a esperança; poderá, em algum caso, vacilar, mas, não desespera.

Ao longo deste tempo temos assistido a muitos exemplos de verdadeiro serviço, missão, entrega, que nos ajudam a fortalecer esta esperança. Em muitos lugares organizaram-se campanhas de ajuda e apoio aos que mais precisam, aos que, de um momento para o outro, se viram confrontados com a situação de tudo perderem. Pela missão de muitos, este tempo tornou-se mais leve. Pela entrega, doação de si próprio, por amor, a fome tornou-se pão, a solidão tornou-se visita, a rua tornou-se telhado.

Temos assistido – e neste jornal já temos dado nota disso –, à realização da grande missão que é amar e levar o outro a ser amado. Seja por iniciativas informais, seja por estruturas organizadas da Igreja e da sociedade civil, estes últimos tempos têm sido reveladores de verdadeira missão.

A missão não serve para eu me servir, mas para servir, e implica a saída da minha comodidade, do meu conforto, do meu sentimento de autossatisfação. A missão não serve para a minha exaltação, mas para exaltar o outro diante de Deus.  A missão leva-nos à entrega, doação de si próprio, e tantas vezes ao sofrimento pelo outro que sofre.

A missão acontece na resposta ao chamamento que me é feito: o ‘Eis-me aqui, envia-me’ precisa da minha atitude de disponibilidade para deixar tudo o que sou e ser moldado por Deus que me leva a servir.

A Igreja celebra, este Domingo, o Dia Mundial das Missões, sob o tema ‘Eis-me aqui, envia-me’ (Is 6,8). Partindo desta citação do profeta Isaías, o Papa Francisco, na mensagem que escreve para este dia, refere que “a chamada à missão, o convite a sair de si mesmo por amor de Deus e do próximo aparece como oportunidade de partilha, serviço, intercessão. A missão que Deus confia a cada um faz passar do «eu» medroso e fechado ao «eu» resoluto e renovado pelo dom de si.”

 

Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

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