Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
Uma Quaresma de conversão à paz
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“Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Paz”. Assim começa a conhecida oração de São Francisco, que nestes dias ganha uma força muito grande, ao acompanhar a viagem do Papa Francisco ao Iraque.

Francisco iniciou esta sexta-feira uma viagem apostólica que vai deixar uma marca na história, não apenas pela coragem que manifesta em visitar um lugar que é normalmente apresentado pelo conflito, a guerra, a perseguição aos cristãos, mas porque pode ser uma oportunidade para uma nova etapa na vida daquele país, na relação entre as religiões monoteístas, e o impacto que isso pode ter neste tempo de crise que o mundo vive, pela pandemia.

O Papa Francisco já o tinha anunciado, antes de partir, mas, no seu primeiro discurso, no Palácio Presidencial, acentuou, com simplicidade, o seu desejo pela paz, incitando a que cessem as armas, seja possível o convívio fraterno e o encontro de soluções que possam colocar todos no mesmo lado – mesmo com as suas diferenças –, e que todos possam rezar em paz.

A luta contra as injustiças, a corrupção e a promoção da transparência nas instituições são apontadas por Francisco como meios necessários para a paz e, nestes dias no Iraque, vão estar, assim, em destaque.

Mas a mensagem quer chegar mais longe, e se ali for possível a mudança, a conversão de mentalidades e de atitudes, este tempo da Quaresma assumirá a concretização do que ele significa.


Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

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