Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
JMJ 2023: Amar faz bem
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Os jovens portugueses viveram, no passado Domingo, 22 de novembro, um momento especial com a entrega dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude, com vista à preparação do grande evento que se vai realizar em Lisboa, no ano 2023 (JMJ Lisboa 2023). Acompanhados por uma delegação do Comité Organizador Local (COL), este foi um momento de arranque oficial de todo o caminho de preparação que vai ser necessário fazer até aos dias de encontro com os jovens de todo o mundo. Esses dias, no verão de 2023, serão, com certeza, dias de festa, partilha, oração, convívio, descobertas espirituais, desafios vocacionais, de criação de relações, e muito mais que o Espírito Santo suscitará por cada um e em cada um. Mas até lá, é preciso preparar. Não apenas a preparação logística, organizativa, com todos os pormenores. É preciso a preparação espiritual, que implica todo um caminho que já vai sendo proposto através de subsídios e iniciativas próprias, pela própria organização e que envolve as dioceses de todo o País. Mas é preciso ir mais longe e, como já tem sido lembrado pelos responsáveis, a JMJ já começou e não vai terminar com os dias do encontro.

A pandemia que estamos a viver, e não sabemos até quando, atrasou este arranque oficial da JMJ Lisboa 2023, apesar de, como referiu D. Américo Aguiar, muito trabalho subterrâneo estar a ser feito, mas há, ainda, um caminho de ‘levantar’ que é preciso fazer para tirar os jovens do sofá e, como Maria, depois do Anúncio, colocarem-se a caminho. O Papa Francisco, na homilia que dirigiu aos jovens na celebração onde foi entregue a Cruz e o ícone de Nossa Senhora, recordou que é preciso fazer escolhas e das escolhas depende a felicidade de cada um. “Tornamo-nos naquilo que

escolhemos, tanto no bem como no mal. Se escolhemos roubar, tornamo-nos ladrões; se escolhemos pensar em nós mesmos, tornamo-nos egoístas; se escolhemos odiar, tornamo-nos furiosos; se escolhemos passar horas no telemóvel, tornamo-nos dependentes. Mas, se escolhermos Deus, vamo-nos tornando dia a dia mais amáveis e, se optarmos por amar, tornamo-nos felizes”. E neste sentido, acentuava: “Se vivermos fechados e na indiferença, ficamos paralisados; mas, se nos gastarmos pelos outros, tornamo-nos livres. O Senhor da vida quer-nos cheios de vida e dá-nos o segredo da vida: só a possuímos, se a dermos”.

A pandemia, em vez de paralisar, deverá fazer agir, com maior dedicação, abertura e amor aos outros, em todo o bem que pudermos fazer. Por isso, penso que, apesar de a pandemia poder ser uma dificuldade para a organização da JMJ, é oportunidade para que os jovens e todos nós sejamos capazes de escolher, como refere o Papa Francisco, “não aquilo que me apetece fazer, mas aquilo que me faz bem”. Amar faz bem, e podemos começar já neste Advento.

 

Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

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