Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
Tempo de lembrar o Amor
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Estamos a recomeçar. Depois de um tempo de férias, a quem foi possível dispensar tempo para o descanso, recomeça, agora, o ritmo de trabalho, prepara-se um novo ano letivo e também pastoral. O ano corrente tem sido atípico, veio mexer com a vida de todos, no mundo inteiro, e continuamos na expetativa de saber o que nos reserva o futuro. Não sabemos como vai ser a nossa vida daqui para a frente, nem o modo como esta pandemia vai evoluir, até quando vai durar, ou como a vamos enfrentar... Também não há ninguém que nos possa dar respostas a estas nossas questões, por isso, o melhor que podemos fazer é viver com esperança, um dia de cada vez, procurando cumprir a nossa parte, no que diz respeito aos cuidados que devemos ter, respeitando as regras que nos são apresentadas, para o bem de todos, respeitando, assim, a vida uns dos outros.

A vida tem de continuar, embora com as limitações que sabemos existir, mas precisamos de agir com novas atitudes e comportamentos. A pandemia da doença Covid-19, provocada pelo novo coronavírus, veio fazer-nos perceber, não apenas as nossas fragilidades humanas, mas sobretudo as fragilidades que existem no mundo, e que, pela nossa ação, podemos contribuir para a sua cura, mudança e transformação. O Papa Francisco tem-nos chamado a atenção para o modo como olhamos o mundo, nesta perspetiva do que é uma ecologia integral; tem-nos alertado para a necessidade de olhar para o pobre, para o frágil, para o doente, para aquele que é marginalizado. O texto da encíclica Laudato si’, que comemora este ano cinco anos de publicação e cujo ano corrente é a ela dedicado, é um alerta, grande, para salvar o mundo e a humanidade. Por isso, neste ano pastoral, ouviremos falar muito, não apenas da encíclica, mas da vida, no seu todo, que o Papa Francisco nos recorda que é preciso defender. 

Na nossa Diocese de Lisboa, conforme já foi anunciado no programa pastoral 2020-2021, neste novo ano pastoral iremos continuar na mesma temática do ano anterior – ‘Sair com Cristo ao encontro de todas as periferias’ – olhando, de modo especial, para a dimensão sócio caritativa. Aliás, o momento que estamos a viver, mais do que nunca, pede, da nossa parte, esta atenção pelo outro. Isso mesmo lembra D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, na carta que dirige à diocese, publicada nesta edição do jornal. “A pandemia afetou-nos muito, como sociedade e como Igreja. Nas suas várias incidências, da saúde à economia, do trabalho à escolaridade e ao convívio, exigiu-nos e continua a exigir solidariedade e solicitude reforçadas”.

Este, é, por isso, tempo de esperança, de expetativa e de mudança, mas é, acima de tudo, tempo de lembrar o Amor.

 

Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

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