Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
Uma cultura mastigada?
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Chegámos ao final do mês de junho e, assim, passou mais um ano pastoral. Na sequência da caminhada sinodal na nossa diocese, e após a publicação da Constituição Sinodal de Lisboa, de dezembro de 2016, este ano foi vivido tendo como tema ‘A liturgia como lugar de encontro’. Em toda a diocese, foram promovidas iniciativas de formação litúrgica, assumidas, de modo especial, pelo Departamento da Liturgia do Patriarcado de Lisboa, que culminaram, no passado dia 26 de maio, com o Dia Diocesano da Liturgia, na Igreja da Boa Nova, no Estoril.

Também aqui, neste seu jornal diocesano, procurámos ir acompanhando não apenas o tema base que nos foi dado a viver na diocese – pela publicação de artigos específicos de formação e noticiosos –, mas toda a vida da Igreja, na diocese e para além dela, com a sua diversidade de acontecimentos.  Consideramos ser missão deste jornal fazer eco do que é a vida da Igreja em Lisboa, manifestando sempre atenção para com as outras realidades eclesiais e sociais, de âmbito mais alargado, procurando sempre valorizar e defender a verdade dos valores cristãos em que acreditamos e que são a nossa inspiração. Não podia ser de outra maneira, para fazer valer o nome – VOZ DA VERDADE – que nos acompanha desde 1932, sabendo que a primeira verdade que anunciamos é a de Jesus Cristo. Temos procurado, com muito esforço, e com os parcos meios humanos e materiais, fazer sair, semanalmente, um jornal que sabemos ser importante na vida daqueles que nos leem. Procuramos encontrar a história certa para contar, que possa valorizar o sentido da vida, interpelar para a mudança, para a ajuda, ou até sensibilizar para o melhor que muitas vezes podemos fazer pelos outros, que é a oração. Procuramos, assim, ser espelho da vida de uma diocese ou de uma Igreja diocesana, com toda a sua riqueza e diversidade. Não nos excluímos do que podem ser os problemas que precisam, tantas vezes, de ser reconhecidos e enfrentados, sempre com a verdade. Trazemos a reflexão, a opinião, a notícia, a reportagem e, às vezes até, a nossa própria vida, que aqui é deixada como testemunho de missão. Este jornal é feito por profissionais que encaram a sua profissão, também, como missão e, por isso, nele colocamos amor, dedicação e serviço. Nós damos tudo por ele. Esperamos que possa, também, continuar a dar por nós. Contamos com a ajuda de todos, leigos, religiosos, diáconos, bispos, párocos e outros sacerdotes, para que possamos levar a Voz da Verdade mais longe e a quem ainda não a conhece. Temos a noção de que cada vez mais se lê menos. Os meios tecnológicos vieram substituir não apenas o papel, mas a própria leitura. Atualmente, tudo o que consumimos é-nos dado já ‘mastigado’ de um determinado modo, e ‘engolimos’ o que nos é dado, muitas vezes, sem a nossa reflexão. Mas estejamos atentos, porque uma cultura sem leitura, sem reflexão, facilmente se torna manipulável. Não estaremos já nessa situação?


Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

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