Editorial |
D. Américo Aguiar
Cáritas o Amor que transforma
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Um Concerto Solidário no Capitólio, em Lisboa, marcou o arranque de mais uma Semana Cáritas que terminará a 20 de março e que este ano teve como lema – Cáritas o Amor que transforma. Este evento fez-me refletir sobre a história e relevância de uma instituição da Igreja que faz o bem sem olhar a quem.

A Cáritas, seja a Cáritas Internacional, diretamente ligada ao Papa Francisco, seja a Cáritas Portuguesa, seja cada uma das Cáritas diocesanas que existem no nosso país, todas elas, estão permanentemente a dar respostas às calamidades, às catástrofes, aos cataclismos que vão ocorrendo e que afetam a Fraternidade Universal que todos defendemos.

Em Portugal, na Europa, em África, pelo mundo fora, a nossa CÁRITAS diz presente ao grito, ao apelo, à súplica de ajuda de qualquer irmã ou irmão que dela necessite. Gritos e súplicas que chegam de muitas guerras que decorrem em pontos diversos do nosso planeta, e que não podemos ignorar.  Mas nestes dias o grito mais urgente vem dos corações de todos os envolvidos na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. E o nosso olhar fixa-se nos mais frágeis, nas crianças e nos idosos, nos doentes e nos órfãos… de um momento para o outro, o mundo apercebe-se do que significa ter de partir sem nada. Perder casas, empregos, escolas, roupa, comida. De um momento para o outro, o mundo vê-se confrontado com um número avassalador de refugiados, com a dolorosa realidade de órfãos e viúvas que terão de continuar a viver sem pais, sem maridos, sem filhos.

Momentos assim exigem uma capacidade de resposta imediata. Mas a Cáritas só poderá responder se cada um de nós a capacitar com os meios necessários. Sejam bens materiais, seja mão de obra voluntária ou outras disponibilidades. Ouvimos nestes dias as Cáritas vizinhas à Ucrânia a pedirem que as nossas generosas ajudas sejam coordenadas, sejam canalizadas através de organizações fidedignas, que sabem quando, como, com quem e para quê. Precisamos de confiar as nossas disponibilidades, a generosidade das nossas comunidades a instituições que possam coordenar, que possam potenciar essas ajudas dispersas. Não arrisquemos fugas individuais rumo à Ucrânia. Não arrisquemos desperdiçar meios que são tão necessários.

No contexto da II Guerra Mundial, a Cáritas teve um papel extraordinário, que ainda hoje está gravado no coração de tantas gerações de portugueses, isto é, o acolhimento de crianças austríacas, que mantiveram laços de profunda amizade com muitas famílias portuguesas. Este exemplo lembra-nos como o acolhimento dos nossos irmãos ucranianos implica uma muito cuidada programação. São pessoas e famílias em dor profunda a quem não devemos adicionar qualquer tipo de sofrimento. Não sabemos quanto tempo tudo isto vai demorar. Não sabemos quando poderão regressar às suas terras e refazer as suas histórias de vida. Podem ser dias, semanas e meses, mas enquanto estiverem connosco devem sentir-se em casa, em família e isso sim, depende de cada um de nós, das nossas comunidades das nossas famílias

Acredito profundamente que, no coração de milhares de portugueses, a pergunta é diária: como posso, como podemos ajudar as irmãs e os irmãos ucranianos? E ouso responder: confiemos as nossas partilhas à Cáritas e a tantas outras instituições igualmente credíveis que, no terreno, provam e comprovam a sua idoneidade e competência… assim será mais fácil o todo ser reunido e disponibilizado para todos. Acredito profundamente que no coração da Cáritas, bate o coração de quem sofre e de quem quer ajudar.

Obrigado, Cáritas! Obrigado a todos os dirigentes, voluntários e doadores que fazem bater este coração, um coração chamado CÁRITAS.

 

D. Américo Aguiar

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